Pioneira na olivicultura, a fazenda comemora prêmios e consolida sua parceria de excelência com a Pieralisi.

Durante muitos anos, o Brasil foi visto como uma terra sem futuro para a produção de azeitonas e azeites. Porém, iniciativas pioneiras como a da Fazenda Rainha, em São Sebastião da Grama (SP), provaram que o país pode alcançar o mais alto patamar na produção desse óleo tão valorizado em todo o mundo.

A fazenda, que tradicionalmente cultivava café, encontrou nas oliveiras uma nova vocação. Hoje, o Azeite Orfeu já acumula conquistas internacionais, incluindo medalhas de ouro no concurso italiano EVO International Olive Conquest.

Segundo o engenheiro agrônomo da Fazenda Rainha, Alexandre Marchetti, o segredo do sucesso está na dedicação e no cuidado em todas as etapas do processo: “Produzimos tudo com zelo, amor e carinho. Dessa forma, extraímos os melhores azeites para satisfazer o consumidor final.”

O terroir brasileiro em destaque

Embora o Brasil não tenha tradição na olivicultura, o mercado nacional vem crescendo e ganhando espaço internacional. Para Marchetti, o diferencial está no terroir:

“As características do nosso solo e clima permitem azeites com mais gosto de fruta, mas que ainda mantêm o amargo e o picante típicos dos melhores azeites do mundo. Essa combinação nos fez quebrar o paradigma de que o Brasil não poderia produzir azeites competitivos.”

Produção e variedades

A Fazenda Rainha trabalha com variedades espanholas, italianas e gregas, como arbosana, picual, arbequina, coratina, grappolo e koroneike. O processamento é feito em até duas horas após a colheita, evitando oxidação e preservando todas as características sensoriais.

O primeiro plantio ocorreu em 2009 e a primeira produção em 2013. Desde então, o crescimento tem sido expressivo: de apenas 100 quilos de frutos no início para mais de 140 toneladas em 2018. Hoje, são 82 hectares plantados com cerca de 32 mil oliveiras, e a expectativa para a produção supera 150 toneladas anuais.

Comercialmente, a marca já lançou azeites monovarietais (koroneike, arbosana, arbequina) e também um blend de safra com variedades picual, coratina e grappolo.

Parceria com a Pieralisi

O sucesso da Fazenda Rainha também se deve à escolha por equipamentos de qualidade. A parceria com a Pieralisicomeçou em 2013, quando a fazenda implantou seu lagar.

“Se não me engano, fomos a segunda ou terceira máquina Pieralisi instalada no Brasil. Nossa planta tem capacidade de 900 quilos por hora e conta com lavador, elevador, desfolheador, batedeira, decanter centrífugo da série Baby e centrífuga vertical Bravo”, explica Marchetti.

Além da tecnologia, o engenheiro destaca o atendimento da Pieralisi:

“Desde o início, todos sempre foram muito atenciosos. A prestação de serviços é excelente, os técnicos são ágeis e sempre à disposição. Quando precisamos de peças de reposição, o envio é muito rápido. Só posso dizer que a Pieralisi tem uma equipe de excelência.”

O papel do lagar

Para Marchetti, a qualidade de um azeite não depende apenas do cultivo:

“Você pode ter um fruto perfeito no campo, mas se não tiver um lagar de qualidade e conhecimento técnico no processamento, corre o risco de perder tudo. O lagar é fundamental para manter a qualidade que a azeitona oferece.”

Um legado para o futuro

Mais do que produzir azeites premiados, a Fazenda Rainha tem consciência de sua importância histórica. “Queremos deixar como legado o fato de termos sido os primeiros a mudar a história da olivicultura no Brasil. Fomos precursores em um momento em que ninguém acreditava nesse mercado. Saber que daqui a 100 anos as novas gerações vão reconhecer que fomos pioneiros será muito relevante”, afirma Marchetti.

A jornada da Fazenda Rainha mostra que visão, dedicação e a parceria certa são os ingredientes para transformar um sonho em realidade e a Pieralisi tem orgulho de fazer parte dessa história de sucesso.

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